Opinião | A cibersegurança também viajou para Davos

 cibersegurança foi um dos principais temas deste ano no Fórum Econômico Mundial em Davos e isso não é coincidência. Enquanto as organizações e as economias em geral embarcam em sua jornada para a transformação digital, também estão tentando aproveitar as novas oportunidades de negócios, melhorar a eficiência e oferecer melhores serviços aos clientes e aos cidadãos. Com essas oportunidades vêm também os novos desafios da cibersegurança, a ameaça é real.

  • No Fórum Econômico Mundial, foi proposta a criação de um Centro Global de Segurança Cibernética e foram identificados cinco riscos tecnológicos
  • Interrupção de informações essenciais devido a intrusão em infraestrutura.
  • Ciberataques de amplo espectro, bem como incidentes maciços de roubo de informações e fraude eletrônica.
  • Aumento do custo financeiro devido a ataques cibernéticos.
  • Escalada sem precedentes da exploração ilícita de informações públicas e privadas que gere deterioração nos sistemas globais.
  • Avanços tecnológicos adversos que podem causar desastres ambientais, econômicos e humanos.

As estratégias de cibersegurança devem sofrer uma evolução radical. Os dispositivos de segurança de amanhã precisarão ver e operar internamente entre eles para reconhecer mudanças nos ambientes interligados e, assim, automaticamente, poder antecipar riscos, atualizar e aplicar políticas. Os dispositivos devem ter a capacidade de monitorar e compartilhar informações críticas e sincronizar suas respostas para detectar e repelir ameaças.

É aqui que entra em cena outro aspecto mencionado repetidamente nesta edição do Fórum de Davos, a inteligência artificial. Melhorar a qualidade da inteligência contra ameaças é extremamente importante à medida que as equipes de TI transferem cada vez mais o controle para a inteligência artificial realizar o trabalho que eles, de outra forma, deveriam realizar. No futuro, a inteligência artificial na cibersegurança se adaptará constantemente ao crescimento da superfície de ataque. Hoje, estamos apenas conectando os pontos, compartilhando informações e aplicando essas informações aos sistemas. Espera-se que, nos próximos anos, um sistema de inteligência artificial maduro possa tomar decisões complexas por si só.

Esse é precisamente o motivo pelo qual é necessária uma abordagem onde as soluções de segurança para redes, acessos, dispositivos, aplicativos, centros de dados e nuvem funcionam juntas como um todo integrado e colaborativo, combinado com a inteligência executável para manter uma posição forte em relação à segurança autônoma e à defesa automática.

As empresas investiram muito tempo, recursos e dinheiro em tecnologia para permitir que suas empresas cresçam chegando a novos mercados e operando de forma mais eficiente. Hoje, nos encontramos em uma nova era digital na qual a tecnologia está deixando de ser somente uma facilitadora de negócios para se transformar em uma geradora de negócios e a cibersegurança deve ser mais uma ferramenta para favorecer esta transformação digital. A cibersegurança deve ser levada em conta hoje e todos já notaram isso no Fórum Econômico Mundial em Davos.

fonte http://www.bitmag.com.br/2018/02/opiniao-ciberseguranca-tambem-viajou-para-davos/?inf_by=5a748fb0671db8d25a8b4609

 

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